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sábado, 14 de janeiro de 2012

Doutrina das Últimas Coisas (Escatologia) -

 
Introdução
A doutrina das ultimas coisas estuda os acontecimentos que ainda estão por vir através do que nos diz a Palavra de Deus. Os crentes devem ter clara noção acerca das profecias bíblicas pois elas são de suma importância para o real entendimento de várias doutrinas, como por exemplo, a que nos dá a segurança da eterna salvação proporcionada pelo sangue de Cristo.
O estudo que ora iniciamos se propõe a estabelecer uma posição escatológica com embasamento na Palavra de Deus, estudando as profecias da forma mais clara e objetiva que seja possível, neste momento, a este servo de Deus.
Para facilitar o entendimento de tão difícil matéria tentarei durante este estudo, com a graça de Deus, manter os versículos bíblicos organizados de modo a que tenhamos um panorama cronológico dos acontecimentos que ainda estão por vir.

Dispensacionalismo

O dispensacionalismo apesar de não estar claramente delineado na Palavra de Deus é, já há algum tempo, um modelo que nos ajuda a entender o propósito de Deus para com a humanidade, e este conhecimento é de fundamental importância para a vida espiritual dos cristãos. Por outro lado, o dispensacionalismo também nos ajuda na exposição de uma posição escatológica, de modo a que se torne mais facilmente compreendida.
Não devemos, contudo, tomar o dispensacionalismo por base doutrinária, mas, como de fato o é, por ajuda a uma melhor compreensão do propósito divino. Precisamos ter em mente a revelação progressiva de Deus aos homens e é mister ver com clareza a verdade bíblica de que a salvação é pela graça, por meio da fé no Redentor que nos foi prometido desde Gênesis 3:15, e que veio em Jesus Cristo, e que isto nunca mudou!
Dispensação O que Deus pede/quer O que o homem fez/faz para o fracasso O Resultado
1ª Da Inocência Que não se comesse do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal: Gn 2:16-17 Comeu: Gn 3:6 Dor e Maldição: Gn 3:16-18
Morte: Gn 3:19
2ª Da Consciência Sacrifícios das primícias, obediência: Gn 4:4 Corrompeu-se: Gn 6:12 O dilúvio: Gn 6:7
3ª Do Governo Humano Povoar abundantemente a terra e se multiplicar: Gn 8:17 Desobedeceu: Gn 11:4 Confusão de línguas: Gn 11:7-9
4ª Patriarcal Provar a capacidade do homem manter-se fiel, pertencendo a uma nação separada: Gn 12:1-3 Não confiou na promessa: Gn 16:2-3
Mentiu: Gn 20:9
Enganou: Gn 37:18-22
Escravidão no Egito: Êx 1:13-14
5ª Da Lei Guardar a Lei: Êx 19:8
Ser povo sacerdotal: Êx 19:6
Aguardar o Messias: Is 5:19
Desobedeceu a Lei, serviu a outros deuses, desprezou o Messias... Vários períodos de cativeiro, terminando pela destruição do templo e pela dispersão mundial. Dt 28:63-66
6ª Da Graça Que recebam a Cristo como Senhor e Salvador, pela fé: Jo 1:12 / Jo 3:16-18 / Ef 2:8-9 Rejeita a Cristo: Jo 1:11 / Jo 5:40 / II Tm 3:1-5 A Grande Tribulação: Mt 24:21 / Ap 6:17
7ª Do Governo Divino Adorar e obedecer a Cristo: Zc 14:16-17 Rebelião Final: Ap 20:7-9 O Julgamento do Grande Trono Branco / Inferno: Ap 20:11-15
Tendo o quadro acima em mente, vamos fazer então uma análise das profecias bíblicas, com especial ênfase aos destinos da Igreja de Cristo na Terra.

A Segunda Vinda de Cristo

Quando se dará a segunda vinda

Pós-milenismo
Nesta visão após uma crescente pregação do Evangelho e da conseqüente aquisição das bênçãos e melhora moral, social e espiritual da raça humana decorrentes desta pregação seria estabelecido o milênio, a partir do exato momento que a Cristandade fosse maioria na Terra. Deste ponto após mil anos viria Jesus.
Este movimento foi uma reação ao amilenismo da era posterior à reforma, e atualmente está "fora de moda", devido especialmente ao que ocorreu na I e na II Guerras Mundiais.
Como argumentação contraria a esta visão temos, entre outras coisas, que:
  1. Se baseia em interpretações alegóricas de várias profecias, incluindo Apocalipse 20
  2. Cristo em sua volta encontrará um mundo corrompido e uma igreja apóstata:
    "E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, (28) pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. (29) Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. (30) E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. (31) Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite." (Lucas 16:27-31 ACF)
    "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios" (I Timóteo 4:1 ACF)
    "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos." (II Timóteo 3:1 ACF)
  3. Somente após a volta de Jesus é que ocorrerá a conversão de Israel e das nações:
    "E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: (16) Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo. (17) Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas." (Atos 15:15-17 ACF)
  4. Uma análise do texto em Apocalipse 19 e 20 exige a vinda de Cristo antes do milênio:
    "E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça." (Apocalipse 19:11 ACF)
    "E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. (20) E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre." (Apocalipse 19:19-20 ACF)
    "Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos." (Apocalipse 20:2 ACF)
Amilenismo
Nesta visão não haverá nenhum milênio. Se houver um reino ele está acontecendo agora, através do reinado de Cristo sobre a Sua Igreja. As condições de vida nesta era irão se deteriorando progressivamente até a volta de Jesus ao término da era da Igreja. E o retorno do Senhor será imediatamente seguido de uma ressurreição geral, de um julgamento e do início da eternidade.
Esta visão foi introduzida por Agostinho no século IV ou V. Dizia ele que a Igreja é o Reino, que não há participação de Israel no Reino e que a dispensação da graça (a era atual) é o milênio. Esta é a posição sustentada até hoje pela igreja católica romana.
Como contra-argumentação a esta posição temos que:
  1. A aliança abraâmica sendo incondicional deve ser concluída literal e integralmente por Israel.
  2. Muitas profecias e promessas a Israel devem ser alegorizadas.
  3. Romanos 11 e Apocalipse 20 devem ser inteiramente "reinterpretados":
    "Digo, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. (2) Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo: (3) Senhor, mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma? (4) Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal." (Romanos 11:1-4 ACF)
  4. Não estamos no milênio, pois não há nem sinal das gloriosas bênçãos prometidas, entre elas:
    • Paz Universal:
      "E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear." (Isaías 2:4 ACF)
    • Alegria e gozo:
      "E vós com alegria tirareis águas das fontes da salvação. (4) E direis naquele dia: Dai graças ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei notório os seus feitos entre os povos, contai quão excelso é o seu nome. (5) Cantai ao SENHOR, porque fez coisas grandiosas; saiba-se isto em toda a terra. (6) Exulta e jubila, ó habitante de Sião, porque grande é o Santo de Israel no meio de ti." (Isaías 12:3-6 ACF)
    • Santidade:
      "Naquele dia será gravado sobre as campainhas dos cavalos: SANTIDADE AO SENHOR; e as panelas na casa do SENHOR serão como as bacias diante do altar. (21) E todas as panelas em Jerusalém e Judá serão consagradas ao SENHOR dos Exércitos, e todos os que sacrificarem virão, e delas tomarão, e nelas cozerão. E, naquele dia não haverá mais cananeu na casa do SENHOR dos Exércitos." (Zacarias 14:20-21 ACF)
    • Uma língua comum a todas as pessoas:
      "Porque então darei uma linguagem pura aos povos, para que todos invoquem o nome do SENHOR, para que o sirvam com um mesmo consenso." (Sofonias 3:9 ACF)
  5. Cristo tomou o Seu reino, mas não o inaugurou, pois isto se dará após a Sua vinda:
    "Disse pois: Certo homem nobre partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um reino e voltar depois." (Lucas 19:12 ACF)
Pré-milenismo
Nesta visão a segunda vinda de Cristo ocorrerá antes do milênio e Cristo, e não a igreja (como no pós-milenismo) irá estabelecer o Reino. Cristo irá literalmente reinar sobre a Terra, e durante o milênio haverá o cumprimento das promessas feitas a Abraão e a Davi. A era atual (dispensação da graça) irá vivenciar uma crescente apostasia e degeneração que culminará com a Grande Tribulação, imediatamente antes da segunda vinda do Senhor. Quando Ele retornar estabelecerá Seu Reino por 1000 anos, após os quais acontecerá a ressurreição e julgamento dos não salvos e o início da eternidade.
Esta visão deriva de uma leitura direta, simples e literal das escrituras sagradas, não demandando qualquer alegorização ou espiritualização do texto, e é a única visão que contempla todas as profecias e promessas da Palavra de Deus. Esta deve ser então a forma de ver a época e os acontecimentos que ainda estão por vir, por ser a única forma bíblica de ver estes fatos.

A Natureza da segunda vinda

Os Cristãos aguardam ansiosamente a segunda vinda de Cristo, entretanto alguns não tem a clara noção de como se dará esta segunda vinda. Vamos assim analisar a natureza da segunda vinda de Nosso Senhor, que será:
  • Inesperada:
    "Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem." (Mateus 24:36-37 ACF)
    "Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir." (Mateus 25:13 ACF)
    "Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo. É como se um homem, partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse. Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã." (Marcos 13:33-35 ACF)
  • Pessoal:
    "E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também." (João 14:3 ACF)
    "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, e envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado. O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio." (Atos 3:19-21 ACF)
  • Corporal:
    "Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir. (Atos 1:11 ACF)
  • Em glória:
    "Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras." (Mateus 16:27 ACF)
    "E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;" (Mateus 25:31 ACF)
  • Em duas etapas:
    • 1ª Etapa (O Arrebatamento): Se dará nos ares, será a busca de Sua noiva (Igreja):
      "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." (I Tessalonicenses 4:16-17 ACF)
      "Digo-vos que naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e outro será deixado. Duas estarão juntas, moendo; uma será tomada, e outra será deixada. Dois estarão no campo; um será tomado, o outro será deixado." (Lucas 17:34-36 ACF)
    • 2ª Etapa (A Implantação do Reino): Se dará em terra para julgar ao mundo:
      "E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele para o sul. E fugireis pelo vale dos meus montes, pois o vale dos montes chegará até Azel; e fugireis assim como fugistes de diante do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá. Então virá o SENHOR meu Deus, e todos os santos contigo." (Zacarias 14:4-5 ACF)
      "Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os seus santos." (I Tessalonicenses 3:13 ACF)
      "E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele." (Judas 14-15 ACF)
Entre a primeira e a segunda etapas ocorrerá a Grande Tribulação, sendo que a igreja do Senhor não terá parte nesta tribulação, como ficará demonstrado mais à frente neste estudo.

1ª Etapa - O Arrebatamento

Sinais indicativos
Apesar de não termos como precisar o momento em que se dará a segunda vinda de Jesus (conf. Mateus 24:36), é possível que nós venhamos a reconhecer as indicações do "princípio de dores" que acontecerá imediatamente antes do arrebatamento:
"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores." (Mateus 24:4-8 ACF)
"Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão." (I Tessalonicenses 5:4 ACF)
É certo e infalível que um dos sinais necessários para que ocorra o arrebatamento da igreja verdadeira é que muitos abandonem a verdadeira fé, ou seja, a apostasia da doutrina bíblica bem como o aparecimento no cenário mundial do filho da perdição (o Anticristo):
"Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição." (II Tessalonicenses 2:3 ACF)
"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças;" (I Timóteo 4:1-3 ACF)
"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." (II Timóteo 4:3-4 ACF)
Como podemos ver, muitos destes sinais já estão cumpridos, com exceção da vinda do filho da perdição, e estão se tornando cada vez mais intensos em nossos dias com muitos abraçando o liberalismo, o gnosticismo, o pragmatismo, o neo-evangelicalismo, o ecumenismo, o naturalismo, entre vários outros "ismos" heréticos tão ao gosto da sociedade moderna. E estes sinais continuarão a se intensificar mais ainda, até que Cristo venha para levar Sua noiva, em glória, aos ares com Ele.
E com grande parte dos sinais já cumpridos, o que se pode deduzir é que Jesus pode vir a qualquer momento, pois o filho da perdição pode surgir a qualquer momento. Cristo já poderia ter vindo a muito ou pode ainda levar muitos séculos para vir, mas, atenção, pode ser também que Ele venha ainda HOJE. E cremos piamente que Sua vinda é iminente, pois todos os "sinais" e "preparativos", inclusive para o início da Grande Tribulação, estão extremamente intensos e se tornando mais claros a cada dia que passa.
Como exemplo, podemos citar o grande número de falsos profetas, que brotam e surgem em cada esquina de nossas cidades, ensinando um evangelho de engano e perdição, visando o lucro pessoal e enganando a muitos:
"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. (2) E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. (3) E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." (II Pedro 2:1-3 ACF)
"E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará." (Mateus 24:11-12 ACF)
E como conseqüência desta situação, estamos vendo sim o amor de muitos se esfriando, até por julgarem-se impotentes frente aos titânicos desafios que se colocam. Desafios estes que ficam ainda maiores a cada novo dia.
"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras"..."e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares", estes sinais estão se aprofundando: A fome se alastra pelo mundo, a AIDS dominou quase que completamente o continente africano, novas gripes surgem ano a ano e contrariando o pensamento de muitos podem, sim, matar. Lembremo-nos da gripe espanhola e dos milhões que morreram devido a ela! A cada ano o número de terremotos registrados no mundo é maior que no ano anterior, e isto de modo consistente e progressivo. E estes são apenas exemplos de tudo o que hoje está acontecendo no mundo! Nós estamos cada vez mais próximos dos acontecimentos necessários para a volta do nosso Senhor, basta que vejamos os jornais televisivos ou leiamos a imprensa jornalística. E este é o pano de fundo necessário para que dele surja o Anticristo como solução mundial para a paz e para a segurança:
"Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão." (I Tessalonicenses 5:3 ACF)
Tenhamos a absoluta certeza de que a paz sem Cristo é rigorosamente impossível!!! Que não haja engano: De modo algum haverá verdadeira paz até que Cristo volte! ATENÇÃO:
"Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor." (Filipenses 4:5 ACF)
Como será o arrebatamento
"Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade." (I Coríntios 15:51-53 ACF)
"Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos." (I João 3:2 ACF)
Propósito e conseqüência do arrebatamento
O propósito do arrebatamento é que a igreja, a noiva de Cristo, se reuna a seu noivo, e estejam em plena e jubilosa união:
"Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível." (Efésios 5:25-27 ACF)
"E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina. Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos." (Apocalipse 19:6-8 ACF)
E como conseqüência imediata do arrebatamento, o mundo passará a experimentar um estado de acelerada deterioração espiritual e moral, o que será necessário para a manifestação do Anticristo:
"E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;" (II Tessalonicenses 2:6-8 ACF)
Arrebatamento pré-tribulacional
A Igreja de Cristo será arrebatada antes que venha a tribulação, e desta forma não passará por ela. Esta afirmação se sustenta no seguinte:
  1. A Noiva de Cristo, antes do final da Tribulação já é chamada Esposa:
    "Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos." (Apocalipse 19:7-8 ACF)
  2. E a Esposa (aqueles com vestes de linho) seguem a Jesus em seu retorno triunfal
    "E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro." (Apocalipse 19:14 ACF)
  3. "Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele" (II Tessalonicenses 2:1 ACF), neste texto podemos perceber que duas coisas ocorrerão simultaneamente "a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" e a "nossa reunião com ele".
  4. A grande tribulação é um tempo de manifestação da ira de Deus sobre um mundo ímpio e iníquo, logo, Sua Igreja não pode estar entre os que serão atingidos:
    "E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide, e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus." (Apocalipse 16:1 ACF)
  5. Cristo prometeu à Igreja de Filadélfia, Igreja fiel, a que tem a porta aberta e ninguém a pode fechar, que:
    "Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra." (Apocalipse 3:10 ACF)
  6. Todos que habitam a Terra, neste período, não tem seus nomes no livro da vida, o que vem a excluir a presença da Igreja de Cristo:
    "E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo." (Apocalipse 13:8 ACF)
  7. O Anticristo somente poderá ser revelado após o que o detém ter sido retirado. Somente aí o mundo entrará no estado de completa desestruturação espiritual e moral necessária para a dominação do Anticristo, e isto somente ocorrerá se a Igreja de Cristo não mais estiver sobre a Terra:
    "E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;" (II Tessalonicenses 2:6-8 ACF)
    Alguns tem defendido que "o que o detém" é o Espírito Santo, mas esta posição tem problemas se não estiver vinculada à Igreja de Cristo, já que o Espírito Santo está em cada um que foi salvo pelo sangue de Cristo. Assim, para que o Espírito Santo possa deixar a Terra, todos os salvos devem deixá-la também! Desta forma, a correta posição é a de que "o que o detém" é o Espirito Santo manifesto através da Igreja de Cristo.
Conforme Mateus 24:4-8, apesar da Igreja não passar pela tribulação, ela passará pelo que o Senhor chamou de "princípio de dores", tempo de grande temor, dificuldade e perseguição, cuja sombra já podemos vislumbrar em nosso horizonte.
A palavra dores tem neste texto o significado de "dores de parto", dores estas que estão anunciadas em várias outras passagens da Palavra de Deus, como por exemplo em:
"Portanto, todas as mãos se debilitarão, e o coração de todos os homens se desanimará. (8) E assombrar-se-ão, e apoderar-se-ão deles dores e ais, e se angustiarão, como a mulher com dores de parto; cada um se espantará do seu próximo; os seus rostos serão rostos flamejantes. (9) Eis que vem o dia do SENHOR, horrendo, com furor e ira ardente, para pôr a terra em assolação, e dela destruir os pecadores." (Isaías 13:7-9 ACF)
"Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão." (I Tessalonicenses 5:3 ACF)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Os irmaos precisam saber que pequei?


Sua inquietação, por ter adulterado e confessado apenas ao seu cônjuge mas a nenhum dos irmãos com os quais você mantém comunhão, deixa claro que o assunto não está resolvido nem mesmo em sua consciência, e muito menos para Deus. "Enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia... Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri... e tu perdoaste a maldade do meu pecado". Sl 32. 


Aquele que está em pecado não deve achar que pode decidir sozinho como agir. Ele está em comunhão com outros irmãos que ignoram que estão tendo um relacionamento com alguém em pecado. Além de pecar por sua queda moral, ele passa a pecar por envolver outros com sua contaminação, permitindo que eles inocentemente continuem a tratá-lo como alguém que está andando em obediência ao Senhor. Isso é trair a confiança dos irmãos.

No Antigo Testamento quando alguém tinha lepra (figura do pecado) essa pessoa era excluída da congregação e era obrigada a morar fora do acampamento. Os sacerdotes iam periodicamente examiná-la para ver o estado da lepra. Quando o corpo todo estivesse tomado pela lepra, da cabeça aos pés, então os sacerdotes a consideravam limpa e ela podia voltar a conviver com os israelitas.

Isso parece estranho, mas existe uma aplicação para nós. É só quando fica evidente a todos que pecamos, que estamos convictos da cabeça aos pés de nosso erro, que Deus pode nos considerar limpos.

Se você está preocupado com o que os outros vão pensar, preocupe-se primeiro com o que Deus está pensando. Se você não sabe como lidar com isso em relação aos seus filhos, então estará criando hipócritas religiosos, com uma grande probabilidade de se tornarem sepulcros caiados, limpos por fora, mas sujos por dentro, como eram os fariseus.

Filhos criados assim acabam aprendendo com os pais que precisam apenas parecer perfeitos diante dos irmãos. Eles aprenderão a também varrer seus próprios pecados para debaixo do tapete para evitar o vexame público e a rejeição. Hoje em grande parte das denominações, principalmente nas mais rigorosas, isso é o que acontece. É preciso explicar a seus filhos que você errou, que está arrependido e que agora deve sofrer as consequências de seu pecado, inclusive a reprovação dos irmãos, enquanto espera na misericórdia e graça de Deus.

Se outros irmãos ficam sabendo do pecado e não se manifestam, também pecam pela omissão, ficando na mesma situação do que pecou por serem coniventes. As coisas de Deus devem ser tratadas com seriedade. Veja que até na lei brasileira, um médico que não comunica às autoridades de saúde que um paciente seu está com uma doença infecto-contagiosa pode pegar de 6 meses a 2 anos de prisão. Se você trabalha numa empresa e sabe que um funcionário está roubando ou colocando em risco a empresa e seus funcionários, sua omissão certamente custará seu emprego. Serão mandados embora você e ele.

Onde congrego, quando alguém cai em pecado essa pessoa é colocada fora da comunhão à mesa do Senhor tão logo o pecado vem à tona (por ela mesma ou por meio de outros). O assunto não é tratado em público, mas em uma reunião reservada apenas com os irmãos mais responsáveis e a decisão da ação a ser tomada é depois comunicada publicamente aos irmãos, mas sem detalhes. Por exemplo, "O irmão fulano está sendo colocado fora da comunhão à mesa do senhor por pecado moral". Isto é tudo o que os outros precisam saber para evitar terem comunhão com ele até que seja restaurado, o que é devidamente anunciado quando acontece.

Aquele que pecou não participa da ceia, não ora e nem ministra a Palavra, mas pode assistir as reuniões e sentado no fundo. Quando termina vai para casa e não se relaciona com os irmãos. Enquanto isso alguns irmãos responsáveis continuarão visitando essa pessoa para saber de seu estado, até que fique muito evidente que ela está totalmente convicta de seu mal (é o que significa a lepra da cabeça aos pés). Só então ela é restaurada à comunhão.

Algumas denominações (a sua, por exemplo) não entendem que "pecado para a morte" não se trata de perda de salvação, mas é pecado para a morte física, como aconteceu com Ananias e Safira. E também não entendem que existe um processo de restauração para aquele que pecou. Com isso denominações assim se tornam verdadeiras fábricas de hipócritas, porque todo mundo acaba querendo parecer o que não é.

Os fariseus eram assim, tão rigorosos na Lei que até quando pegaram a mulher "em flagrante adultério" não apresentaram o homem (flagrante de adultério só ocorre se duas pessoas estiverem envolvidas), talvez por ser alguém "honrado" entre eles. Conheci um homem que se dizia cristão e ocupava o cargo de "presbítero" em sua denominação, mesmo tendo duas mulheres, uma oficial e uma amante, e filhos com as duas, passando um tempo em cada casa. Sua vida dupla era notória na cidade, mas o "pastor" nunca ousou mover uma palha contra ele por ser rico e dar polpudas ofertas e dízimos para sua "igreja". Em algumas denominações, católicas ou protestantes, quando isso acontece com um líder (padre ou pastor) o costume é transferir o padre ou pastor para outra cidade onde ninguém a conheça e ocultar seu pecado.

Podemos aprender como uma assembleia deve agir lendo o que aconteceu com o homem de 1 Coríntios 5 que estava vivendo em pecado moral. Quando o pecado vem à tona fica muito claro que a assembleia em Corinto devia tomar providências e excluir tal pessoa da comunhão (ninguém pode ser excluído da Igreja, que é o corpo de Cristo, mas apenas da comunhão):

1Co 5:1 Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai.

A providência necessária era tirar tal pessoa do meio deles, excluí-la da comunhão com os santos (daí vem a palavra "excomunhão" ou "excomungado"):

1Co 5:2 Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação.

Aqui vemos um poder e autoridade que apenas os apóstolos tinham, de entregar uma pessoa a Satanás para a destruição da carne, isto é, a morte física. Pedro fez algo assim com Ananias e Safira em Atos 5. Hoje não existem apóstolos, e ninguém tem tal poder, mas Deus pode ainda agir e tirar a vida de um crente que insiste em pecar. Deixou de ser um auxílio para Deus e passou a ser um estorvo para o testemunho, portanto Deus o leva.


1Jo 5:16-17  Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte.


1Rs 13:26  E, ouvindo-o o profeta que o fizera voltar do caminho, disse: É o homem de Deus, que foi rebelde à ordem do SENHOR; por isso o SENHOR o entregou ao leão, que o despedaçou e matou, segundo a palavra que o SENHOR lhe dissera. 

Embora morra aqui, a pessoa está salva, mas "como que pelo fogo", conforme ensina 1 Coríntios 3:15: "Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo". Na passagem abaixo o apóstolo faz menção da destruição da carne "para que o espírito seja salvo":

1Co 5:3-5 Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou, Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, Seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus.

A permanência de alguém contaminado pelo pecado na congregação acaba contaminando os outros (Na Bíblia o fermento é SEMPRE figura do pecado):

1Co 5:6-8 Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.

A separação daquele que pecou não se restringe às reuniões da assembleia, mas também no dia a dia. Sua situação é diferente da dos incrédulos, com os quais temos necessariamente de manter contato diário na família, na escola ou no trabalho. Trata-se de alguém que, "dizendo-se irmão", está pecando. Se eu andar com ele serei visto como cúmplice de seus pecados e acabarei me contaminando. O apóstolo exorta os santos a nem mesmo comerem com tal pessoa:

1Co 5:9-11 Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.

A assembleia que quer estar congregada nos moldes bíblicos tem o dever de julgar o pecado, pois quando deixa de fazê-lo não pode mais querer contar com a presença do Senhor em seu meio. O Senhor não é condescendente com o pecado, portanto não irá se colocar no meio de dois ou três que fazem vista grossa para o pecado, ainda que achem que estão reunidos em nome de Jesus:

1Co 5:12-13 Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo.

Mas veja que na segunda carta de Paulo aos Coríntios a essa pessoa foi restaurada à comunhão, depois que todos os passos de disciplina foram cumpridos:

2Co 2:4-11 Porque em muita tribulação e angústia do coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho. Porque, se alguém me contristou, não me contristou a mim senão em parte, para vos não sobrecarregar a vós todos. Basta-lhe ao tal esta repreensão feita por muitos. De maneira que pelo contrário deveis antes perdoar-lhe e consolá-lo, para que o tal não seja de modo algum devorado de demasiada tristeza. Por isso vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor. E para isso vos escrevi também, para por esta prova saber se sois obedientes em tudo. E a quem perdoardes alguma coisa, também eu; porque, o que eu também perdoei, se é que tenho perdoado, por amor de vós o fiz na presença de Cristo; para que não sejamos vencidos por Satanás; Porque não ignoramos os seus ardis.

Veja a ordem das coisas: o pecado trouxe angústia, sofrimento e lágrimas, o que pecou foi repreendido por muitos (como você será repreendido por muitos se não confessar seu pecado aos irmãos?), depois de arrependido foi perdoado pelos irmãos para não ser consumido pela tristeza, e pode contar com o amor de todos para com eles. A assembleia tem o poder administrativo de perdoar (é isto o que significa o "ligar" e "desligar" que o Senhor ensinou em Mat 18:17-20. O "ligar" e "desligar" aí é da comunhão, nunca do corpo de Cristo ou da salvação eterna. Se homens pudessem "desligar" alguém do corpo de Cristo e da salvação, então teriam poder de salvar pessoas, bastando com isso "ligá-las" a uma religião.

"E, se não as escutar [as testemunhas do pecado que repreenderam o pecador], dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles".

Salmo 121 – Promessas que se cumpriram.

Deus estabeleceu o dia da bonança e o da adversidade com um objetivo bem específico: que o homem nada descubra do que há de vir depois dele "No dia da prosperidade goza do bem, mas no dia da adversidade considera; porque também Deus fez a este em oposição àquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele" ( Ec 7:14 ).
    1.  
      1. LEVANTAREI os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro.
      2. O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra.
      3. Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará.
      4. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel.
      5. O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita.
      6. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite.
      7. O SENHOR te guardará de todo o mal; guardará a tua alma.
      8. O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.

Introdução
Deus estabeleceu o dia da bonança e o da adversidade com um objetivo bem específico: que o homem nada descubra do que há de vir depois dele "No dia da prosperidade goza do bem, mas no dia da adversidade considera; porque também Deus fez a este em oposição àquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele" ( Ec 7:14 ).
O maior problema da humanidade geralmente fixa-se no dia de amanhã e, Jesus conhecendo esta realidade, instruiu o povo dizendo: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” ( Mt 6:25-34  ).
Apesar das escrituras demonstrarem que foi Deus quem estabeleceu o dia da adversidade, muitos tentam se socorrer dos salmos para se livrarem das aflições deste tempo presente, o que transtorna o objetivo primordial dos salmos.
Quantas vezes o Salmo 121 foi recitado! Quantas vezes ele foi utilizado como um amuleto! O que motiva as pessoas utilizarem esse salmo em suas orações para adquirirem bênçãos materiais é a falta de entendimento, pois o entendido sabe distinguir as bênçãos eternas das aquisições materiais.
Quais as bênçãos de Deus para com os homens? O Salmo 103 contém as bênçãos que Deus quer dar aos homens, pois as enumera e as descreve: Ele perdoa as iniquidades e sara todas as enfermidades do homem ( Sl 103:3 ; Is 53:4 ), ou seja, é Ele quem redime e salva o homem pelo seu amor e misericórdia, etc.
No verso 5 do salmo 103, o salmista anuncia em meio as bênçãos de Deus que é Ele que enche a boca do homem de bens ( Sl 103:5 ). Por que os bens do Senhor não estão relacionados com as mãos, mas com a boca?
Porque para ‘enriquecer’ o homem ‘enchendo sua boca de bens’ é necessário uma intervenção divina profunda. Da boca do homem natural só procede mentira, engano, pois é disto que fala desde que nasce ( Sl 58:3 ), seu coração é enganoso. Quando o homem é circuncidado por Deus, o coração enganoso é trocado por um novo coração, de sorte que o homem renasce e torna-se uma nova criatura ( Sl 51:10 ; Ez 36:25 -28). Somente com um novo coração dado por Deus sairá abundantemente o bem da boca do homem, pois do que há em abundância no coração disto fala a boca ( Mt 12:34 ).
Quando lemos a bíblia, devemos considerar que tudo que o Senhor Jesus ensinou a multidão foi dito por enigmas, parábolas "E sem parábolas nunca lhes falava; porém, tudo declarava em particular aos seus discípulos" ( Mc 4:34 ); "E disse-lhes: Não percebeis esta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas?" ( Mc 4:13 ).
Se Jesus ordenou para que não se ajunte tesouro na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, seria um contra senso o salmo declarar que a boca cheia de bens faz referência a bens materiais "Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam" ( Mt 6:20 ). Certo é que a ‘bênção do Senhor que enriquece’ não trará bens pertinentes a este mundo, mas ao mundo vindouro, pois a vida do homem não consistes nos bens que possui ( Lc 12:15 ).
Cristo, a sabedoria de Deus, é a bênção do Senhor que enriquece "Riquezas e honra estão comigo; assim como os bens duráveis e a justiça" ( Pv 8:18 ), pois n’Ele não há trabalho, dores, antes Ele é o descanso prometido ( Hb 4:3 ).
O que acrescenta dores é o trabalho diuturno do homem, pois foi castigado no Éden com o trabalho árduo, somente comerá do suor do seu rosto tendo dores ( Gn 3:17 ).
Seria um carro a bênção do Senhor? Não, pois junto com o carro vêm os impostos, a gasolina, a manutenção, a preocupação, o ladrão, a ferrugem, etc., mas a bênção do Senhor é tesouro que se guarda nos céus, onde a traça e a ferrugem não consomem.
Portanto, após acatar o que o apóstolo Paulo recomendou: "Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes" ( 1Tm 6:8 ), visto que aqueles que querem ser ricos neste mundo será acometido de muito trabalho, resta refugiar-nos em Cristo, que é justiça e bem durável “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” ( 1Tm 6:9 -10).
Então, qual o objetivo do salmo 121, a quem se aplica as promessas deste Salmo? Ao salmista e rei Davi?
Ora, sabemos que Davi era profeta e, que Deus havia prometido a Davi que seu Filho haveria de se assentar sobre o trono das duas casas de Israel “Fiz uma aliança com o meu escolhido, e jurei ao meu servo Davi, dizendo: A tua semente estabelecerei para sempre, e edificarei o teu trono de geração em geração” ( Sl 89:3 -4).
As promessas contidas neste salmo apontam para Cristo, pois o objetivo dos salmos é revelar Jesus Cristo o filho de Davi ( Lc 1:69 ), que ao despir-se da sua glória e sujeitar-se às mesmas fraquezas que os homens ( Fl 2:7 ; Hb 2:17 ), buscaria proteção, guarida à sombra de Deus.

LEVANTAREI os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. 2  O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra.
O Filho de Davi na adversidade confiaria no Deus da sua salvação, e nesta previsão o salmista deixa claro que Cristo sempre faria menção do nome do Senhor: o meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra! “Mas tu és o que me tiraste do ventre; fizeste-me confiar, estando aos seios de minha mãe. Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe. Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem ajude” ( Sl 22:9 -11).
Olhando as nações ao redor (montes), em nenhuma delas há socorro, mas em Deus o socorro é bem presente na hora da angustia ( Sl 46:1 ).
Monte, outeiro são figuras utilizadas para fazer referencia às nações e os povos, como se lê "E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do SENHOR no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações" ( Is 2:2 ), ou seja, o profeta Isaías anuncia que, a nação de Israel (monte) se firmará e se elevará acima de outras nações (outeiros), pois concorrerá a Israel todas as nações "Assim virão muitos povos e poderosas nações, a buscar em Jerusalém ao SENHOR dos Exércitos, e a suplicar o favor do SENHOR" ( Zc 8:22 ).

3  Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará. 4  Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel. 5  O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. 6  O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. 7  O SENHOR te guardará de todo o mal; guardará a tua alma. 8  O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.

Nesta previsão são enumeradas as bênçãos de Deus sobre o Verbo encarnado:
Não deixará vacilar o teu pé – Por que Cristo não vacilaria? A resposta está no salmo 16: “Tenho posto o SENHOR continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei. Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura. Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente” ( Sl 16:8 -11) - Por confiar no Pai, nunca o Cristo haveria de vacilar ( Sl 91:2 ). O Salmo 16 aplica-se a Cristo conforme o que demonstrou o apóstolo Pedro aos israelitas no dia de pentecostes ( At 2:25 -28); 
Aquele que te guarda não tosquenejará, eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel. O SENHOR é quem te guarda – Deus promete através da boca do salmista velar, guardar o seu Filho com todo zêlo. Não haveria o menor descuido quanto ao Filho, o Verbo que se fez carne e habitou entre os homens. O Filho jamais ficaria abandonado por neste mundo, pois seria objeto do cuidado de Deus em todos os momentos, mesmo nas horas de angustias e na morte, pois foi do agrado do Pai estabelecê-lo por aliança do povo (Israel) e luz para os que jaziam em trevas (gentios) "Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei, e te darei por aliança do povo, e para luz dos gentios" ( Is 42:6 ); "Guarda a minha alma, pois sou santo: ó Deus meu, salva o teu servo, que em ti confia" ( Sl 86:2 );
O SENHOR é a tua sombra à tua direita – Deus promete ao seu Filho proteção constante, ou seja, seria a sua própria sombra, tendo em vista que o Filho haveria de invocá-lo "Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas" ( Sl 17:8 ) "Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos" ( Sl 91:11 ; Sl 91:15 ); 
O sol não te molestará de dia nem a lua de noite – Este verso aponta a investida dos homens e de satanás contra Cristo através de palavras de engano (setas) “Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia, nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia” ( Sl 91:5 -6). Nem os homens da religião e nem satanás haveria de demover com palavras de engano o Cristo da sua firmeza, pois a palavra que expressa a vontade do Pai lhe seria escudo e broquel. Cristo estaria protegido debaixo das asas do Pai, o que demonstra que Deus é fiel a sua palavra, o Verbo que se fez carne ( Sl 91:1 e 4 ); 
O SENHOR te guardará de todo o mal – Cristo foi morto de forma cruel e negaram-lhe justiça, então como pode ter se cumprido este salmo na vida dele? O mal que o salmo fala é da palavra do engano, pois Cristo não pecou, visto que não houve na sua boca o engano "E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca" ( Is 53:9 ; IPe 2:22 ). Por colocar o Pai como refugio, Deus promete ao Filho completa isenção do mal “Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação. Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda” ( Sl 91:9 -10); 
Guardará a tua alma – Esta é uma promessa além-túmulo, quando Cristo fosse sepultado "Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção" ( Sl 16:10 ); "Para que viva para sempre, e não veja corrupção" ( Sl 49:9 ); "Em ti, ó Senhor, me refugio; nunca seja eu envergonhado; livra-me pela tua retidão (...) Nas tuas mãos encomendo o meu espírito...” ( Sl 31:1 -5).
O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre – Esta promessa remete ao momento em que Cristo seria introduzido no mundo na condição de unigênito de Deus ( Hb 1:6 ), e Deus usou José poderosamente para cuidar de Maria e do menino avisando-o em sonhos para saírem de Nazaré, livrando-o das mãos de Herodes, pois diferente de todo os homens, que entraram neste mundo por Adão, a porta larga, Cristo foi lançado da madre por Deus na condição de porta estreita, porém, seria perseguido ao nascer "Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe" ( Sl 22:10 ; Mt 2:18 ); Já a saída se daria sob a proteção do Pai, visto que triunfantemente antes de morrer, disse: "Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me redimiste, SENHOR Deus da verdade" ( Sl 31:5 ). Quando no seio da terra Deus não permitiu que a sua alma permanecesse na morte e nem que o seu corpo visse corrupção, visto que foi ressuscitado por Deus dentre os mortos.

Veja a proteção que Deus estabeleceu sobre o seu Filho neste Salmo e, se você sentir necessidade de proteção, confie em Deus e lembre-se, a sua vida está escondida com Cristo em Deus, pois você, quando creu em Cristo para salvação, passou a ser um dos seus filhos "Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus" ( Cl 3:3 ).
Cristo prometeu que estará com os seus seguidores todos os dias da vida até a consumação dos séculos ( Mt 28:20 ), mas a presença de Cristo não exclui as aflições deste mundo ( Jo 16:33 ).
O alivio e descanso prometido por Cristo não diz das desilusões e aflições deste mundo, antes refere-se a libertação do pecado proveniente da queda de Adão.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Seria Satanás um Salvador?

Qual cristão não conhece a profecia do Livro do Profeta Isaías, que relata o seguinte: “Verdadeiramente ele (Jesus) tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si...”(Is.53:4, parêntese nosso). Essa profecia messiânica ocorreu na Cruz do calvário, onde o nosso Senhor pagou o preço das nossas transgressões. O pecado da humanidade, pela misericórdia de Deus, caiu sobre Ele para que hoje, pela graça fossemos salvos (Ef. 2:8, 9). Aleluia!!!

O diabo, que é sórdido e maquiavélico, fez e faz de tudo para roubar a cena e está entrando em ação novamente. A Igreja Adventista afirmam que “Satanás expiou ou expiará os nossos pecados”. Chega ser absurdo!!!, Mas é real. Baseados em um texto de Levítico, assim afirmam os adventistas com relação à obra da cruz:

“O povo de Deus (aqui esse povo se refere aos Adventistas) é freqüentemente acusado de crer que Satanás tem parte na obra da salvação, por crer que o bode emissário, “para Azazel”, representa Satanás, sobre quem serão finalmente colocados os pecados dos filhos de Deus... E o bode emissário, “para Azazel”, tipifica Satanás a expiar sua parte por castigo” (Livro Adventista: Um Mundo Novo, Balbach/1994, ed.29º, p.170,171, parênteses e negrito nosso).

Segundo Ellen Gould White: No dia da expiação o sumo sacerdote, havendo tomado uma oferta da congregação entrava no lugar santíssimo com o sangue desta oferta e o aspergia sobre o propiciatório, diretamente sobre a lei, para satisfazer às suas reivindicações. Então, em caráter de mediador, tomava sobre si os pecados e os retirava do santuário. Colocando as mãos sobre a cabeça do bode emissário, confessava todos esses pecados, transferindo-os assim, figuradamente, de si para o bode. Este os levava então, e eram considerados como para sempre separados do povo. (O Grande Conflito, p. 420, 24ª edição - 1980). Verificou-se também que, ao passo que a oferta pelo pecado apontava para Cristo como um sacrifício, e o sumo sacerdote representava a Cristo como mediador, o bode emissário tipificava Satanás, autor do pecado, sobre quem os pecados dos verdadeiros penitentes serão finalmente colocados. ... Quando Cristo, pelo mérito de seu próprio sangue, remover do santuário celestial os pecados de seu povo, ao encerrar-se o seu ministério, Ele os colocará sobre Satanás, que, na execução do juízo, deverá arrostar a pena final. (Idem, p. 421).

O texto referido e citado pelos Adventistas para tal afirmativa herética é Lv. 16:8, que diz: “E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma sorte pelo Senhor, e a outra sorte pelo bode emissário”.
Vejam a explicação do texto pelo Dr. Mecnair, autor da Bíblia Explicada: “A verdade é que os dois bodes são uma oferta pelo pecado (vrs. 5) e, evidentemente, uma dupla representação de Cristo, e o ponto principal é que os pecados pelos quais o primeiro morre são levados embora pelo segundo. Tudo isso é bastante simples, e não precisa de idéias esquisitas, que somente obscurece o sentido. Assim o bode não é de modo algum enviado a Satanás”.

Vejam ainda o que diz o Pr. Natanael Rinaldi (ICP) sobre este assunto: “Na verdade, admitir que Cristo tomará nossos pecados do santuário celestial no final do Juízo Investigativo e os lançará sobre Satanás, implica que seu sacrifício na cruz para remover nossos pecados não foi eficaz. Se Cristo vai lançar nossos pecados sobre Satanás, por que sofreu por eles na cruz? Se, por outro lado, Jesus levou nossos pecados na cruz, como na verdade o fez, por que Satanás deve sofrer por ele?Mostrando o absurdo do ensino sobre o Bode Emissário como tipo de Satanás...".

É claro que se você conhecer o texto de Isaías 53 você nem precisará ser teólogo para perceber que o diabo só levou uma coisa na Cruz – A sua derrota e não os nossos pecados (Cl. 2:14-15). A derrota de Satanás é justamente pelo fato dos nossos pecados terem sido expiados unicamente em Cristo Jesus. Na Cruz Jesus declarou: “Está consumado” (Jo.19:30), ou seja, ele havia pagado ao Pai a nossa divida (II Cor.5:19) para que hoje fossemos salvos pela sua graça (Ef.2:8,9).

A questão é: O que o diabo tem haver com a cruz e a salvação da humanidade? A resposta é – NADA. Mas surge esse movimento afirmando o contrário! Na cosmovisão deles Jesus fez uma parte e o diabo fez ou fará a outra; “Satanás a expiar sua parte”. Isso prova que essa Igreja não tem noção da Graça salvadora. Imagine o leitor que, para os Adventistas, o diabo é co-autor da salvação. Pobres Adventistas estão dividindo a Glória de Deus. Oremos por eles, pois precisam acreditar no único Salvador da humanidade e dar glória somente a Cristo.

Budismo.




FUNDADOR -  Buda  (Sidharta Gautama – 563-483  a.C.). Fundado em 525  a.C, na Índia. Com 29 anos de idade, Buda  tornou-se mendigo e perambulou em busca da verdade.  Depois de haver recebido a “iluminação”, passou a ensinar sua filosofia, e conseguiu milhões de seguidores.  É um ramo do Hinduísmo. Total de budistas no mundo: 12% da população (Fonte: P.Johnstone, Intercessão Mundial, 1993).

 DEUS  -  Tudo é Deus (Panteísmo). Cada homem possui uma energia vital.  De um modo geral são ateístas (não crêem num Ser Supremo). Muitos budistas acreditam em Buda como um iluminado universal, com estado de consciência igual a Deus.  Não acreditam num Deus imanente (sempre presente), pessoal e transcendente (superior, excelso).

Refutação: O Cristianismo ensina que Deus é o Criador de todas as coisas; logo, Ele é um Ser distinto de sua criação.

JESUS -   Foi um grande Mestre e passou muitos anos de sua vida em mosteiros  budistas no Tibet e na Índia.   Para os budistas ocidentais, Jesus é um homem iluminado.

Refutação: A Bíblia ensina que Jesus é o Verbo que se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.1,2,12, 14).

ESPÍRITO SANTO  -  Nada falam.

BÍBLIA  -  Desprezam-na. Suas doutrinas assentam-se em três grupos de livros: o TRIPITAKA, que constituem os três cestos das escrituras budistas: o primeiro trata da autodisciplina; o segundo, do sermão de Buda; o terceiro, do conteúdo doutrinário.

SALVAÇÃO -  O homem atingirá a perfeição plena através de reencarnações e nas boas obras (Lei do Carma).  O objetivo o Nirvana (o paraíso dos budistas) para eliminar todos os desejos e evitar o sofrimento.  A salvação será alcançada pelo próprio budista sem nenhuma ajuda externa.

OUTROS ENSINOS - Os “Oito Nobres caminhos”  da doutrina budista são: Crença correta; sentimentos corretos; fala correta; conduta correta; maneira de viver correta; esforço correto; memória correta; meditação e concentração correta.  As  dez proibições abrangem: (1) assassinato; (2) roubo;(3) fornicação;(4) mentira; (5) bebidas alcoólicas; (6) comer durante a abstinência; (7) dançar, cantar e participar de diversões mundanas; (8) usar perfumes e outros ornamentos;(9) dormir em camas que não estejam armadas no chão; e (10) aceitar ouro e prata como esmola.

domingo, 1 de janeiro de 2012

A Questão do Sábado

A Sra. Ellen G. White escreve sobre a obrigatoriedade de guardar-se o Sábado como meio de salvação, vejamos:

“Santificar o Sábado ao Senhor importa em salvação eterna” . (EG White; Testemunhos Seletos, vol. III; Ed. Casa Publicadora; Tatuí – SP; 1956, pág.22). “O Pr. Bates, o apóstolo da verdade sobre o sábado, tomou a liderança em advogar a obrigatoriedade da guarda desse dia” (EG White, Primeiros Escritos, Editora Casa Publicadora, Tatuí – SP; 1995, Prefácio Histórico XXII).

“Foi-me mostrada então uma multidão que ululava em agonia. Em suas vestes estava escrito em grandes letras: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. Perguntei (ao anjo) quem era aquela multidão. O Anjo disse: Estes são os que já guardaram o sábado e o abandonaram” (EG White, Primeiros Escritos, Editora Casa Publicadora, Tatuí – SP; 1995, pág.37)


A posição que essa escritora goza no meio adventista é impar. Somente ela possui o “Espírito da Profecia”. Não só os adventistas reconhecem sua autoridade religiosa inquestionável, mas a própria escritora declara de si mesma: “Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de seus profetas e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio do testemunho do Seu Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falassem a Seu povo a respeito da sua vontade...” (Testemunhos Seletos – Vol.II, pág.276).(Ou seja, a autora se coloca acima dos próprios apóstolos de Cristo quando declara que no seu tempo, o tempo em que ela tinha as suas “revelações”, Deus falava mais seriamente.) Assim quando os Adventistas (daqui pra frente ADV) teimam que a guarda do Sábado é indispensável para nossa salvação, não é porque estejam estribados na verdade Bíblica, mas sim nas alucinações da Sra. E.G. White. Essa cidadã declara que a guarda do Sábado constitui o selo entre Deus e o seu povo nos dias atuais: “Que é, pois, a mudança do Sábado, senão o sinal da autoridade da igreja de Roma – “a marca da besta”; “O selo da lei de Deus se encontra no quarto mandamento... Os discípulos de Jesus são chamados a restabelecê-lo, exaltando o Sábado...”(Livro: O Grande Conflito, Ed. condensada, 1992, pag. 267 e 269)”.

Diante do exposto, fica claro que não é assim como alguns pastores afoitamente declaram que, entre nós e os ADV, só o que nos separam é a guarda do Sábado, como se fosse questão secundária. Parra nós sim, é questão secundária (Rm. 14:5-6). Para os ADV não: é questão de salvação ou perdição. Para os ADV a guarda do Sábado é o sinal que separa sua igreja, a verdadeira e única, das igrejas falsas, que são as denominações evangélicas, embora trabalhem nelas para distribuição das publicações da Casa Publicadora, vender discos, fitas K7 e todas suas mercadorias. Ingenuidade dos pastores que permitem seus púlpitos serem usados pelos obreiros adventistas, admitindo que somos todos iguais. Não sabem os pastores que além da guarda do Sábado como ponto central de suas conversações, os ADV têm outras doutrinas estranhas ensinadas pela Sr. White e abonadas pelos ADV, tais como: Juízo investigativo (a redenção incompleta de Cristo); o bode emissário ou Azazel como tipo da obra de Satanás de remover nossos pecados; o aniquilamento dos ímpios o sono da alma; a Igreja remanescente caracterizada pelo Dom de profecia de E.G. White e a guarda do Sábado; a natureza pecaminosa de Jesus; adoração a Deus no Domingo como sinal da Besta; proibição de vários alimentos; etc...


A DIVISÃO DA LEI

Os ADV, para imporem a obrigatoriedade da guarda do Sábado, se valem de argumentos infundados estabelecendo uma distinção entre a Lei Moral e Lei Cerimonial, Lei de Deus e Lei de Moisés, dizendo que a Lei Moral ou lei de Deus se restringe aos 10 mandamentos e continuará para sempre, e que a Lei de Moisés ou Lei cerimonial abrange o Pentateuco escrito por Moisés e foi abolida.

Essa distinção é imprópria e inescriturística, mas de grande valia para os ADV, pois, ao afirmarem que a Lei Moral consiste somente dos 10 mandamentos, e naturalmente isto implica na guarda do Sábado que é o quarto mandamento do decálogo. Não se pode negar que, na lei dada por Deus a Moisés (toda ela), existiam preceitos morais, cerimoniais e civis, mas, estão redondamente enganados os ADV quando afirmam que os preceitos morais da lei se restringem aos 10 mandamentos, porque, tanto dentro dele, como fora, se encontra preceitos morais e cerimoniais. Essa divisão feita pelos ADV é tão esdrúxula que eles próprios reconhecem essa falácia, ao dizerem: “Seria útil classificarmos as leis do Velho Testamento em várias categorias: 1) Moral; 2) Cerimonial; 3)Civil; 4) Estatutos e juízos; 5) Leis de Saúde”. Esta classificação é em parte artificial” (Lições da escola Sabatina, p.18 de 08/01/1980). Realmente é artificial essa divisão, sem qualquer apoio bíblico, mas fundamental para impor a guarda do Sábado na doutrina Adventista.


A LEI DE MOISÉS

A Bíblia declara que só há um legislador e este é Deus: “Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador” (Is.33:22; Tg.4:12) Se há um só legislador afirmamos, com segurança, que essa suposta distinção entre lei de Deus(os 10 mandamentos) e Lei de Moisés (O Livro da lei) não resiste a uma pesquisa bíblica, porque indistintamente a mesma Lei é chamada de Lei de Deus e Lei de Moisés, porque Deus a deu por meio dele, e não que sejam duas leis distintas como ensinadas pelos ADV. Vamos a um teste:

- “E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o Livro da Lei de Moisés”(Ne.8:1).
Observe a expressão “o livro da Lei de Moisés”. Este mesmo livro, denominado de “Lei de Moisés” é, a seguir, assim chamado: “E leram no livro, na Lei de Deus; e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse”; “E acharam escrito na Lei que o Senhor ordenará, pelo ministério de Moisés, ...”(Ne.8:8; 8:14). Como se vê, o livro da Lei é chamado indistintamente de “Lei Moisés” e de “Lei de Deus” sempre se tratando das mesmas leis e não de leis distintas. É falacioso o argumento dos ADV sobre a divisão da Lei. Essa farsa não resiste a uma análise séria sobre a palavra Lei na Bíblia, mas, que vulgarmente foi imposta a pelos ADV, para sustentar a obrigatoriedade da guarda do Sábado.

Vejam como os próprios ADV se contradizem sobre esse assunto:
“A lei cerimonial só descreve prescrição sobre holocausto, ofertas, formalidades sacerdotais, rituais do santuário, festas anuais, luas novas, circuncisão, abluções, manjares, etc.” (livro: “Sutilezas do Erro, p.70, 1Ed.1965). Mas se contradizendo, afirmam o seguinte: “Verdade é que em outras partes da Bíblia se encontram preceitos morais” (idem p.76). Encontramos preceitos morais nas seguintes referências bíblicas: “Não afligiras o forasteiro, nem o oprimirás”; “a nenhuma viúva nem órfão afligireis”(Êx.22:21,22); “Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito”(Êx.23:2); “...Santo sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”; “Não andarás como mexeriqueiro entre teu povo: não atentarás contra a vida do teu próximo...”; “Não te vingarás nem guardarás irá contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo...”( Lv.19:2,16,18). “Não torcerás a justiça, não farás acepção de pessoas, nem tomarás suborno; porquanto o suborno cego os olhos dos sábios e subverte a causa dos justos; “Perfeito serás para com o Senhor teu Deus” (Dt.16:19; 18:13)

Estes mandamentos devem ser considerados cerimoniais só porque Deus não os escreveu em pedras, dando-os a Moisés para que fossem escritos num livro?

Depois afirmam os ADV:“Os judeus usavam o termo “Lei” para referir-se a todo o corpo de revelações de Deus dadas por intermédio de Moisés. Denominavam os primeiros cinco livros do V.T. “A Lei” (A Torah)” (Lições da Escola Sabatina, p.56, 27/01/80). E acrescentam ainda: Note que a “Lei de Moisés”, nas Escrituras, refere-se a todas as leis dadas por meio de Moisés – cerimonial, moral e civil... “A Lei de Moisés” (Hb.10:28) incluía os Dez Mandamentos”(Lições da escola sabatina, lições de adultos/professor, p.11 de abril – junho de 1990).


OS DOIS CONCERTOS

A Bíblia fala do Concerto da Lei – conhecido como o Antigo Concerto, Antiga Aliança, Antigo Pacto ou Velho Testamento e o Novo Concerto, ou Nova Aliança, também conhecido como o tempo da Graça. Os 10 mandamentos são encontrados dentro do Antigo Concerto e assim quando os ADV nos interrogam por que não guardamos o Sábado – que é o quarto mandamento – respondemos que o Sábado está tão integrado dentro do decálogo, quanto o decálogo, por sua vez, está integrado no Antigo Testamento. Este, segundo a Bíblia, foi abolido e substituído pelo Novo Concerto – O concerto da graça.

Vejamos então as provas bíblicas segundo as quais os 10 mandamentos integravam o Antigo Concerto: “Então o Senhor vos falou do meio do fogo; e a voz das palavras ouviu, porém, além da voz, não viste semelhança nenhuma. Então, vos anunciou ele o seu concerto, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra” (Dt.4:12-13). “Subindo eu ao monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas do concerto que o Senhor fizera convosco, então fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; pão não comi, e água não bebi; e o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus, aquelas palavras que o Senhor tinha falado convosco no monte, do meio do fogo, estando reunido todo povo” (Dt.9:9-10).
“Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme ao teor destas palavras tenho feito concerto contigo e com Israel. E esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do concerto, os dez mandamentos.(Êx.34:27,28).
“Nela pus a arca em que estão as tábuas da aliança que o Senhor fez com Israel (IICr.6:11)
“...Nada havia na arca senão só as duas tábuas, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez aliança com os filhos de Israel” (IICr.5:10)
“Então falou Deus todas estas palavras, dizendo...” (Êx.20:1).


Desde o vrs.2 até o vrs.17 de Êx., Deus falou audivelmente as palavras dos 10 mandamentos. Desde Êx.21 ao 24, por meio de Moisés, Deus deu ao povo leis civis, morais e cerimoniais (que é a Lei), as quais vieram também integrar o Antigo Concerto.

“Vindo, pois Moisés, e contando ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos, então o povo respondeu a uma voz, e disseram: todas as palavras que o Senhor tem falado faremos. E Moisés escreveu todas as palavras do Senhor, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte, e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel” (Êx.24:1-3).

No vrs.3 diz que Moisés referiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos estatutos comunicados a Israel por meio de Moisés. E o povo respondeu: “Tudo que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos”. Com certeza se a Lei fosse só o decálogo o povo não iriam querer obedecer a tantas ordenanças como bem se submeteram. Então, tomou Moisés aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo (Êx.24:7-8). O escritor da epístola aos Hebreus se reporta ao primeiro concerto dizendo: “Pelo que também o primeiro não foi consagrado sem sangue; por que havendo Moisés anunciado a todo povo todos os mandamentos segundo a lei”(Hb.9:18); “Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança(ou mandamentos), por causa de sua fraqueza e inutilidade”(Hb.7:18, parêntese nosso)


A ABOLIÇÃO DO ANTIGO CONCERTO PROFETIZADA

Por intermédio do profeta Jeremias Deus anunciou um Novo Concerto, desde que o povo de Israel, que havia prometido tão prontamente observar os mandamentos do Antigo Concerto não o fez, invalidando assim aquele concerto. Fizeram um bezerro de ouro e se prostraram diante dele, adorando-o, o que constituiu a quebra do concerto (Êx.32:21).

Vejamos também Jr.31:31-34: “Eis que vem, diz o Senhor, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração( e não na pedra) e eu serei seu Deus e eles serão o meu povo. E não ensinará alguém mais o seu próximo, nem alguém a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o mais pequeno deles até ao maior, diz o Senhor; porque perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados” (Jr. 31:31-34)

Vimos que o profeta Jeremias profetizou sobre o Antigo Concerto. Agora, vejamos o profeta Zacarias declarou sobre o mesmo: “E tomei a minha vara Suavidade, e a quebrei, para desfazer o meu concerto , que tinha estabelecido com todos estes povos” (Zc.11:10). Com essas palavras Zacarias figuradamente contempla a abolição do Antigo Concerto celebrando com as doze tribos de Israel (Dt.33:1-4; Êx.24:4-8). Zacarias continua: “E eu disse-lhes: Se parece aos vossos olhos, dai-me o que me é devido: e, se não, deixai-o. E passaram o meu salário, trinta moedas de prata” (Zc.11:12). Compare com Mt.27:3-10, Cl.2:14-17.


A ABOLIÇÃO DO ANTIGO CONCERTO CONFIRMADA

A abolição do Antigo Concerto é declarada pelo escritor do livro de Hebreus, nestas palavras: “Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente quanto é mediador dum melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas. Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível (o velho pacto contendo inclusive os 10 mandamentos), nunca se teria buscado lugar para o segundo. Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um Novo Concerto. Não segundo o concerto que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; como não permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não atentei, diz o Senhor... Dizendo Novo Concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar” (Hb.8:6-9,13 – parênteses meu). “Então disse: eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo” (Hb.10:9). “O qual nos fez também capazes de ser ministros dum novo testamento, não da letra (lei), mas do espírito; porque a letra (lei) mata, e o espírito vivifica. E se o ministério da morte, gravado com letras de pedras (os 10 mandamentos), veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podia, fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto(que representava o velho pacto), a qual era transitória. Como não será maior glória o ministério do Espírito? Porque, se o ministério da condenação (aqui referindo-se aos 10 mandamentos) foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça. Porque também o que foi glorificado nesta parte não foi glorificado, por causa desta excelente glória. Porque, se o que era transitório foi para glória(os 10 mandamentos), muito mais é em glória o que permanece”(IICor.3:6-11, o parêntese é nosso, pois aqui os ADV não tem como fugir da realidade, o apóstolo Paulo chama categoricamente os 10 mandamentos de “Ministério da morte” e o taxa como transitório). Este último vrs. Claramente declara que o que foi com glória haveria de acabar. Agora, para saber o que se acabou, perguntemos: O que foi para glória? O vrs.7 nos dá a resposta: “E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória..”. Que lei foi gravada em pedras pelo dedo de Deus? A resposta só pode ser uma: OS DEZ MANDAMENTOS. Leiamos: “O Senhor me deu as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; e nelas tinha escrito conforme todas aquelas palavras que o Senhor tinha falado convosco...” (Dt.9:10). “Então, disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá, e dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos...” (Êx.24:12). “Então, vos anunciou ele o seu concerto, que vos prescreveu, os dez mandamentos, o os escreveu em duas tábuas de pedra”(Dt.4:13).


A ABOLIÇÃO DO SÁBADO

Encontramos em Os.2:11 uma profecia sobre a abolição do Sábado: “E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas e os seus sábados; e todas as suas festividades”. Quando apontamos Cl.2:14-17 como se referindo ao cumprimento dessa profecias de Oséias, os ADV discordam arrazoando que a palavra “sábados” de Cl.2:16 se refere aos por eles denominados de “sábados cerimoniais ou anuais” que aparecem em Levítico 23, na relação dos feriados nacionais judaicos. Ocorre que os denominados “sábados cerimoniais ou anuais” já se encontram incluídos na expressão “dias de festas” de Cl.2:16: “Portanto ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festas, ou lua nova, ou dos sábados”. A prova está em Lv.23:37, que diz: “Estas são solenidade do Senhor...” Acerca do Sábado, indicado em Cl.2:16 se lê: “Além dos sábados do Senhor...”(Lv.23:38), isto é, os sábados semanais. Leiamos também: “E santificai os meus sábados(semanais), e servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou Senhor, vosso Deus”(Ez.20:20, parêntese nosso). Compare: “Guardarão, pois, o Sábado os filhos de Israel...Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e restaurou-se”(Êx.31:16-17).

Tornando mais clara a declaração bíblica da abolição do Sábado semanal com base em Cl.2:14-16, apontamos:

- a expressão de Paulo em Cl.2:16 “dias de festas” se relaciona com os feriados nacionais judaicos, denominados festas e pelos ADV como “sábados cerimoniais ou anuais”(denominação anti - bíblica e sem fundamento) . São sete as festas anuais:

1) Festa da Páscoa – 15o dia do 1o mês – (Lv.23:5-7).
2) Festa dos asmos – 21o dia do 1o mês – (Lv.23:8).
3) Festa de pentecostes – 50o dia desde a Páscoa – (Lv.23:15-16).
4) Festa das trombetas – 1o dia do 7o mês – (Lv.23:23-25).
5) Festa da Expiação – 10o dia do 7o mês – (Lv.23:26-32).
6) Festa dos Tabernáculos (1o dia) – 15o dia do 7o mês.
7) Festa dos Tabernáculos (último dia de festa) – (Lv.23:24-36)


b) – A fórmula “dia de festas, luas novas e sábados” é a fórmula consagrada para indicar os dias sagrados anuais, mensais e semanais ou semanais, mensais e anuais.

1o ) Exemplo “Porém no dia de Sábado(semanal) dois cordeiros de um ano... Holocausto é do Sábado (semanal) em cada Sábado....” (Num.28:9-10, parêntese nosso). “E as suas libações serão metade dum him de vinho para um bezerro... este é o holocausto da lua nova (cada mês) de cada mês, segundo os meses do ano” (Vrs.14). “Porém no mês primeiro, aos catorze dia do mês, é a páscoa do Senhor (cada ano) e aos quinze do mesmo mês haverá festa: sete dias se comerão pães asmos”(Vrs.16,17). Temos então a ordem dos holocausto: semanal, pela palavra “Sábado”; mensal, pela expressão “lua nova”; e anual, pela expressão “dias de festas”.

2o ) Exemplo: “E para cada oferecimento dos holocaustos do Senhor, nos sábados (cada semana), nas luas novas (cada mês), e nas solenidades (cada ano) por conta, segundo o seu costume, continuamente” (ICr.23:31, parêntese é nosso).

3º ) Exemplo: “Eis que estou para edificar uma casa ao nome do Senhor meu Deus, para lhe consagrar, para queimar perante ele incenso aromático, e para o pão contínuo da proposição, e para os holocaustos da manhã e da tarde (cada dia), nos sábados (cada semana), e nas luas novas (cada mês) e nas festividades (cada ano)” (IICr.2:4, parêntese é nosso). (leiam também: IICr.8:13; 31:3, Ez.45:17)

Último exemplo:
“E farei cessar todo seu gozo, as suas festas (cada ano), as suas luas novas (cada mês), e os seus sábados (cada semana), e todas as suas festividades”(Os.2:11, parêntese nosso). (Agora, retornemos a Colossenses 2:14-17: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Portanto ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa (cada ano), ou da lua nova (cada mês), ou dos sábados (cada semana)), que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”(parênteses nosso).

Usando o argumento citado pelos ADV, que dizem o seguinte: “os termos Sábado, sábados e dia de Sábado aparecem setenta vezes no NT e em cada caso, exceto um, refere-se ao sétimo dia”(livro ADV: Estudos Bíblicos, p.378, 4o Ed.79). E qual o caso que “seria” exceção? Justamente Cl.2:16. Então, se os termos “Sábado”(singular), “sábados”(plural) ou “dia de Sábado” aparecem sessenta vezes e sempre se refere ao sétimo dia, ou Sábado semanal, e dando a eles o sentido de Sábado , nessas sessenta vezes – interpretação essa também aceita por tos os Adventistas, com exceção de apenas uma referência – então a nossa interpretação é correta, pois temos o apoio dessa interpretação cinqüenta e nove casos e os ADV só tem um. Se for um princípio de interpretação bíblica de que a Bíblia com a Bíblia se interpreta, a nossa interpretação, de Cl.2:16 é o sétimo dia, é correta. Alguns exemplos onde ocorre a palavra Sábado reconhecidas pelos ADV como sendo semanal: Mt. 12:1,2,5,10,12; 28:1; Mc.15:42; Lc.4:16,31; Etc... Dentre outras referências.

Contestam os ADV que o Sábado de Cl.2:16 não pode ser o Sábado semanal porque tais sábados não podem ser tidos como sombra. Ora, tanto pode, que é sombra do descanso que Cristo viria trazer para os seus (Mt.11:28-30, Is.11:10. Hb.4). Além disso, temos a palavra de um eminente teólogo ADV que assim afirma: “Além mais, a interpretação teológica que o comentário adventista dá (The Seventh-day Adventist Bíble Comentary) ao Sábado é difícil de justificar, uma vez que temos visto que o Sábado pode legitimamente ser considerado como sombra ou símbolo adequado da bênção presente e futura da salvação. Além disso notamos que o termo sombra é usado não em um sentido pejorativo, como um rótulo para observâncias inúteis cuja função cessou, mas para qualificar o seu papel em relação ao corpo de Cristo. Outra indicação significativa que contraria o Sábado cerimonial anual é de que estes já estão incluídos na palavra “heortês” e se “sabbáton” significasse a mesma coisa haveria uma repetição desnecessária. Estas indicações mostram fortemente que a palavra “sabbáton” conforme usada em Cl.2:16 não pode referir-se a nenhum dos sábados cerimoniais anuais” (From Sabbath To Sunday, p.358,359,360-1977, de Samuel Bacchiocchi).


A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS CONCERTOS

ANTIGO CONCERTO:

1) Dado por Moisés (Jo.1:17).
2) Jugo de servidão (Gl.5:1).
3) Findou em Cristo (Rm.10:4).
4) Produz Morte (IICor.3:7).
5) Produz Condenação (IICor.3:9).
6) Era sombra (Cl.2:14-17)
7) Exige Justiça (Lc.10:28).
8) Nada aperfeiçoou (Hb.7:19).
9) Veio em glória (IICor.3:7).
10) Pobre para salvar (Hb.9:9).
11) Relembra o pecado (Hb.10:3).
12) Glória encoberta (IICor.3:13).
13) Traz maldição (Gl.3:10).
14) Sob a lei (Rm.6:14,15).
15) Sem herança (Rm.4:13).
16) Ratificado c/ sangue de animais (Hb.9:16-22).
17) Produz ira (Rm.4:15).
18) Não pode remir (Hb.10:4).
Abolição predita (Os.2:11)


NOVO CONCERTO:
1) Dado por Cristo (Hb.8:6;9:15).
2) Lei da liberdade (Tg.1:25).
3) Estabelecido por Cristo (Hb.10:9).
4) Produz Vida (Rm.8:2).
5) Produz liberdade (Gl.5:1).
6) É realidade (Hb.10:1-18).
7) Oferece Justiça (Jo.1:17; 3:16)
8) Produz perfeição (Hb. 7:19).
9) Maior Glória (IICor.3:8-10).
10) Salva perfeitamente (Hb.7:25).
11) Apaga o pecado (Hb.8:12).
12) Refletindo glória (IICor.3:8).
13) Liberta da maldição (Gl.3:13).
14) Sob a graça (Gl.3:22-25).
15) Eterna Herança (Hb.9:15).
16) Ratificado com o sangue de Jesus Cristo (Mt.26:26-28).
17) Livra da ira (Rm.5:9).
18) Redime (Gl.3:13; Hb.9:25).
Estabelecimento predito (Hb.8:7)



O DOMINGO – O DIA DO SENHOR

Dizem os ADV no folheto “Por que se Guarda o Domingo?”: “O Domingo, segundo (dicionário de Inglês) Webster, chama-se assim (dia do Sol), por que era antigamente dedicado ao Sol ou ao seu culto”. Daí, os ADV referir-se ao vocábulo inglês “Sunday” (dia do sol), para nós, em português - o Domingo, para expor que a guarda de qualquer outro dia que não seja o Sábado tenha um caráter pagão. Esquecem-se os ADV de que o Sábado, em inglês, escreve-se “Saturday” e que significa dia dedicado ao deus Saturno. De Saturno surge às festas saturnais, dedicadas ao deus da agricultura. Logo, se é pagão o Domingo por designar o dia do sol em inglês o Sábado, pela mesma lógica e razão, seria o dia pagão por designar o dia dedicado a Saturno.

Os ADV, por certo, não ignoram que os dias da semana eram indicados por nome de planetas e astro Sol, como segue:

Domingo: Dia do Sol, segunda: dia da Lua, Terça: dia de Marte, Quarta: dia de Mercúrio, Quinta: dia de Júpiter, Sexta: dia de Vênus, SÁBADO: DIA DE SATURNO.

Os ADV gostam também muito de argumentar a história, alegando que a Igreja primitiva guardava o Sábado e que o protestantismo, no seu início, fazia o mesmo. Vamos citar apenas algumas fontes e mostrar que, se o fato é história, os Adventistas vão se dar mal, pois desde os pais da Igreja até Lutero – o Domingo sempre teve um patamar especial acima de todos os dias, embora não se vê imposição para a guarda do mesmo como acontece no caso do Sábado.


OS PAIS DA IGREJA

- Justino, o Mártir: 100-167d.C. Eis aqui como Justino, o Mártir, descreveu o culto primitivo dos cristãos: “No Domingo há uma reunião de todos que moram nas cidades e vilas, lê-se um trecho das memórias dos Apóstolos e dos escritos dos profetas, tanto quanto o tempo permita. Termina a leitura, o presidente, num discurso, admoesta e exorta à obediência dessas nobres palavras. Depois disso, todos nos levantamos e fazemos uma oração comum. Finda a oração, como descrevemos antes, pão e vinho (suco de uva) e ação de graças por eles de acordo com a sua capacidade, e a congregação responde, Amém. Depois os elementos consagrados são distribuídos a cada um e todos participam deles, e são levados pelos diáconos às casas dos ausentes. Os ricos e os de boa vontade contribuem conforme seu livre arbítrio; esta coleta é entregue ao presidente (pastor) que, com ela, atende a órfãos, viúvas, prisioneiros, estrangeiros e todos quantos estão em necessidade”(Manual Bíblico, Halley)

- Inácio, 100d.C., disse: “Aqueles que estavam presos às velhas coisas vieram a uma novidade de confiança, não mais guardando o Sábado, porém vivendo de acordo com o dia do Senhor”.

- Tertuliano: 160-220. No início do século III, Tertuliano chegou a afirmar que: “Nós (os cristãos) nada temos com o Sábado, nem com outras festas judaicas, e menos ainda com as celebrações dos pagãos. Temos nossas próprias solenidades: O Dia do Senhor... (On indolatry 14). Em “De oratione”(23). Tertuliano insiste na cessação do trabalho no Domingo como dia de culto para o povo de Deus.

- O ensino dos Apóstolos, obra siríaca: Encontramos um testemunho muito interessante na obra citada, que data da segunda metade do século III, segundo a qual os apóstolos de Cristo foram os primeiros a designar o primeiro dia da semana como dia do culto cristão: “Os apóstolos determinaram, ainda: no primeiro dia da semana deve haver culto, com leitura das Escrituras Sagradas, e a oblação. Isso porque mo primeiro dia da semana o Senhor nosso ressuscitou dentre os mortos, no primeiro dia da semana o Senhor subiu aos céus...” (Ante-necene fathers, 8668).(Enciclopédia Vida, autor judeu: Archer)

- Eusébio de Cesaréia: 264-340 d.C., bispo de Cesaréia, historiador da Igreja, viveu e foi preso durante a perseguição de Diocleciano contra os cristãos, a qual foi o último e desesperado esforço de Roma por varrer da terra o cristianismo. Um dos seus objetivos (objetivos de Roma) especiais foi destruir todas as escrituras cristãs... Eusébio viveu até o reinado de Constantino,... Um dos primeiros atos de Constantino, ao ascender ao trono, foi mandar preparar, sob a direção de Eusébio... Cinqüenta BÍBLIAS para as Igrejas de Constantinopla. (Halley). (os manuscritos que temos, provavelmente, saíram do trabalho de Eusébio). Agora vejamos o que Eusébio pensava a respeito da guarda do Sábado: “Eles, portanto, não consideravam a circuncisão, nem observavam o Sábado, como também nós; nem nos abstemos de certos alimentos, nem consideramos outras imposições que Moisés subseqüentemente entregou para serem observadas em tipos e símbolos, porque tais coisas não dizem respeito aos cristãos...”; “Também celebravam os dias do Senhor como nós, para comemorar a sua ressurreição” (Livro: História da Igreja, Eusébio, século III, P.27, 106, Ed. CPAD, ed.1999)


A INSTITUIÇÃO DO DIA DO SENHOR

Quem será o responsável pela instituição do Dia do Senhor? Quem fez o primeiro dia da semana o Dia do Senhor? (Ap.1:10):“Eu fui arrebatado em espírito no Dia do Senhor...”(O grifo é nosso). A própria Bíblia responde: “A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça da esquina. Foi o Senhor que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos. Este é o dia que fez o Senhor; regozijem-nos e alegremo-nos nele” (Sl.118:22-24, compare At.4:11; Mc.16:9). Esses versículos são bem claros e quase dispensam comentários. Entretanto, não é inoportuno comentá-los. Todos sabemos que a pedra rejeitada é Jesus. Quando começou o seu ministério declarou ser o filho de Deus, mas os judeus recusaram crer. No termino do seu ministério, diante da corte de Pilatos, declararam: “Seja crucificado” (Mt.27:22). Cumpriu-se assim a primeira parte da profecia; “a pedra que os edificadores rejeitaram...”. A outra parte, “tornou-se cabeça de esquina” cumpriu-se no dia da sua ressurreição, quando Jesus declarou: “é me dado todo o poder do céu e na terra”(Mt.28:18). Assim, cumpriu-se o resto dos salmos profético, quando Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana – tornando-se o “dia que fez o Senhor”(vrs.24). Acerca dessa dia “que fez o Senhor” – disse o escritor profeticamente: “Regozijem-nos e alegremo-nos nele”. Esta parte final da profecia se cumpriu exatamente no primeiro dia da semana: “Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana (O Domingo), e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus... De sorte que os discípulos se alegraram vendo o Senhor” (Jo.20:19-20).


A EXPRESSÃO DIA DO SENHOR

Os ADV querem, a toda força, provar que a expressão “dia do Senhor” se refere ao Sábado e não ao Domingo. Entretanto, várias traduções da Bíblia provam essa que essa expressão se refere ao Domingo e não ao Sábado. Se João quisesse se referir ao Sábado, bastaria indicar a forma convencional e o modo inequívoco usado em outras partes da Bíblia. Vejam algumas traduções o que dizem:
-“Um dia de Domingo, fui arrebatado em espírito...” (Tradução Matos Soares).
-“Eu fui arrebatado em espírito num dia de Domingo...” (Tradução Figueiredo).
-“Num Domingo, caindo em êxtase, ouvi atrás de mim... (Ed. paulinas).
-“Num Domingo, fui arrebatado em êxtase...”(Versão dos Monges de Maredsous – Bélgica).


Além dos textos acima, vejam o que é dito pelo Dr. Archer sobre essa passagem: “O Dia Do Senhor” (Ap.1:10). “Dia do Senhor” está expresso no caso dativo: “té kyriaké hémerà. Não existe base válida para que se questione se se trata de fato do Domingo. ATÉ HOJE ESSA É A EXPRESSÃO REGULAR PARA “DOMINGO” NO GREGO MODERNO. ” (Archer)

Afirmam os ADV: “a observância do primeiro dia da semana como dia de adoração a Deus implica em receber o “Sinal da Besta” de Ap.13:18”. Para sustentar essa posição, afirmam que o papa possui, na coroa papal, uns dizeres como seguem: “VIGARIUS FILII DEI”, cuja soma em algarismo romanos dá 666, mas não podemos nos esquecer que essa teoria é falha e pode não dar certo. Prova disso é que se quisermos transformar qualquer pessoa em “besta” é só usar um pouco e criatividade. Vejamos o cômputo dos Adventistas em relação ao Papa:

V I C A R I U S F I L I I D E I
5 + 1 + 100+1+5+ 1+50+1+1 + 500+ 1= 666


Vejamos agora o cômputo com o nome da Sra. White, “o espírito da profecia”:

E L L E N G O U L D W H I T E
50+50+ 5+50+500 5+5 + 1 = 666 – O NÚMERO DA BESTA
Onde é w é = v,v = 5,5


Como vemos fica difícil aos Adventistas quererem sustentar a pseudodoutrina sabática, que é desmoronada pelo argumento; Teológico e histórico. Quando os ADV apelam para a história para aclamar Constantino como inventor do “Dia do Senhor”, são penalizados pela mesma história que nos mostra que a Igreja de Cristo, a verdadeira e não a falsa Igreja Adventistas, sempre teve no Domingo o dia do culto principal para louvar e se lembrar do fato que mudou o universo - A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NO DOMINGO.

Queremos deixar claro que, a Igreja de Cristo, nunca impôs a obrigatoriedade de se guardar um dia de forma legalista, pois o apóstolo Paulo deixou explícito que, quem fica guardando dias religiosos e fazendo dele seu baluarte, decaíram da Graça (Gl.4:10,11; 5:4).

Para confirmarmos tudo isso que dizemos e provarmos aos moldes adventistas, vamos citar o livro adventista “Sutilezas do Erro”, p.134 – 1o Ed. de 1965 que declara: “Que sucede com os homens citados que guardaram o Domingo no passado e a maioria dos que guardam hoje?”.

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Autor : Pr. Natanael Rinaldi________________________________________________

o espirito santo.

As Testemunhas de Jeová negam tanto a deidade do Espírito Santo, como sua pessoalidade, afirmando ser ele uma "força ativa" impessoal. Um dos primeiros argumentos usados para defender esta idéia é:

Como pode o Espírito Santo ser uma pessoa, e alguém estar cheio dele, e ele habitar em alguém?

Esta é uma grande falácia da STV.

Vejamos:

Satanás é uma pessoa (isto a STV concorda). Como pode ele habitar em alguém? Como pode alguém estar "cheido dele"? (Lc 22.3)

Isto comprova que o argumento da STV é uma falácia. Uma das características das "provas" da STV, é a inconsistência.

Não sei o que a STV entende por "pessoa", pois todos os atributos do Espírito Santo nos fazem concluir que ele é uma pessoa. Não são somente alguns atributos, ou uma "personificação", pois nada que é personificado na Bíblia tem todos estes atributos, e ainda os atributos divinos. É impossível mentir ou entristecer a uma "força impessoal" (Por exemplo, será que as TJ conseguem mentir à eletricidade?.

O Deus das Testemunhas de Jeová precisa de uma "força", ao passo de que o dos cristão é onipotente por si só! Se o Espírito Santo é uma "força impessoal", Deus também é, pois Deus é Espírito!

"Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade." - IICo 3.17

Eis alguns atributos pessoais e divinos do Espírito Santo:


É inteligente
(ICo 2.10-11; Rm 8.27);

Tem vontade própria
(1 Co 12.11);

Pode se entristecer (Ef 4.30; Is 63.10);

Ele fala
(Ap 2.7; Gl 4.6);

Ele chama
(At 13.2; At 20.28);

Pode-se mentir a ele
(At 5.3);

Ele é eterno
(Hb 9.14);

Ele é onisciênte
(ICo 2.10-11);

Ele é onipotente
(Lc 1.35);

Ele é onipresente
(Sl 139.7-10)

O Espírito Santo é Deus.